Porção fotologer. Tão velho.
E o Natal passou. Ganhei vários presentes, reví toda a família, comi como um refugiado somali, nada bebi de alcool e dei mais esmolas que de costume. Fui um bom cristão.
2006 acabou e até que foi um bom ano - tudo certo no trabalho, os amigos todos por perto, várias viagens.
e na sexta-feira acabou tendo até uma festa de pré-natal alcóolica aqui em casa, gente entrando e saindo sem que eu conseguisse assimilar com clareza quem era quem e um porre de proseco. festa da firma lado b que me divertiu.
ganhei o livro "assessora de encrenca" da gilda matoso, que apesar de ser meio chapa-branca é engraçado.
to com medo de passar horas num aeroporto essa semana pra conseguir descansar no reveillon.
e hoje tive a percepção exata do quanto a cidade está abandonada desde que a marta suplicy saiu da prefeitura. é um vazio absurdo.
e tenha um bom ano.
Escrito por Alex às 18h06
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durante a semana pra acordar cedo - o meu cedo é as 10h - é um sacrifício. enrolo, saio de mau-humor da cama e fico reclamando da vida por horas. aí chega o sábado e eu perco o sono as 7.30h da madrugada mesmo com leve ressaca da sexta. mas o lado bom é que encontro na rua a essa hora uma atmosfera totalmente diferente: fui na banca de jornal e fiquei batendo papo com os velhinhos, tomei café na padaria e mais velhinhos pra eu conversar. parece que os velhinhos estão todos nas ruas pelos sábados de manhã.
e mais tarde vou ter que ir pra empresa porque tem entrega de amigo secreto. odeio confraternização "de firma". hoje por exemplo, depois da entrega dos presentes, vai ter um almoço, churrasco e tal. é chato. vai ter um monte de cerveja e não vou poder beber, porque se passar da segunda latinha "o porre do seu alixandre" vai ser assunto pro ano todo e os estagiários vão se sentir íntimos e vão querer conversar, como se estagiário nessa vida tivesse algum direito a conversar. então não fico pra hora dos comes e bebes. vou me embora, a francesa, e acabo comendo uma feijoada no boteco.
uma resolução pro ano que se aproxima é que vou diminuir bem a cerveja. encanei que to ficando com a barriga grande por causa dela. vai ser só uisque bom em 2007.
alcoolatra sim, barrigudo jamais!
ser barrigudo é quase uma falha de carater nesses tempos. você até pode ser gordo, porque gordo é rotundo por inteiro, mas apenas barrigudo é o fim porque, no meu caso, vou ficar parecendo aqueles menininhos da Etiópia, magrinhos com a barriga gigantesca.
e já é natal. antes essa era uma data que eu não curtia porque achava triste mas de um tempo pra cá tenho adorado porque tem reunião de família. cada vez mais eu gosto de reunião de família.
e gosto também porque passa na tv um monte de filme bíblico - da vida de Jesus, dos Reis Magos, de Maria... é uma infinidade de personagens. e todo ano são os mesmo filmes e todo ano eu assisto. e choro.
Escrito por Alex às 09h08
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morrendo de culpa.
há tempos que aboli da minha dieta tudo que contenha gordura trans. fiquei aquele chato que antes de comer fica lendo rótulos e sempre que vê alguém botando pra dentro uns nuggets faz questão de frisar que aquilo faz mal à saúde.
pois hoje, dentro dessa vida ensandecida que a gente leva em são paulo, por falta de tempo, almocei lanche do mcdonald. aí fico encanado, qualquer coisinha que sinto já acho que é culpa da gordura trans.
hoje em dia, pra mim, gordura trans é pior que o prefeito da cidade, pior que o josé serra, pior até que a revistinha veja. (quer dizer, acho que pior que a veja não deve ser)
Escrito por Alex às 19h58
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final-de-semana em que eu me exaurí.
foram festas, ressaquinhas de uisque e saquê, tantos amigos em casa (larissa, juliana, leda, leo, adriana, talita, julia, ricardo, marcelo, michael) compras em mercado japonês, passeio pela liberdade, festa black no copan, momentos família, almoço temático em casa, corrida de kart...
preciso tomar um daqueles polivitaminicos urgente!
Escrito por Alex às 08h46
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mais uma modinha: caos em são paulo todos os dias. chove imenso, tudo pára, até aeroporto pára. fica impossível a vida.
e hoje eu soube que morreu a Isabel Camara, autora de uma peça maravilhosa, "As moças", de 1969 e roteirista e diretora de espetáculos da bethânia nos anos 70. super reclusa a mulher. eu a entrevistei por telefone uma vez depois de passar 4 meses atrás do número e fiquei impressionadíssimo com tudo que ela me contou sobre a vida dela nos anos 60, particularmente sobre o período em que ela escreveu essa peça, que tinha muito de autobiográfico. das pessoas que entrevistei para o livro foi uma das que mais me marcaram.
preciso ver minha lasanha que tá no forno.
Escrito por Alex às 21h07
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normalmente quando fico doente - e eu estou bem gripado - um mau humor sem tamanho toma conta de mim. mas não hoje. acordei com dor mas todo feliz, cantando "a água lava, lava, lava tudo; a água só não lava a língua dessa gente" que acho é uma marchinha de carvanal bem antiga, e isso é inexplicável ainda mais se pensar que que hoje é segunda-feira, dia universal do azedume.
nessa manhã já botei pra tocar artict monkeys, maria bethânia, lamb, davendra banhart, pj harvey, caetano veloso, e ia escolhendo apenas canções mais animadinhas.
se for resumir acordei bem bobo alegre.
Escrito por Alex às 12h06
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Tava pensando no cd que eu mais gostei esse ano (Tv on the radio, talvez?), afinal é dezembro e já está na hora de ficar pensando nessas coisas, tipo retrospectiva e tal. Adoro esses símbolos. Também pensei nos shows que não fui e fiquei me martirizando todo choroso - Patti Smith acho que foi o maior pecado.
Escrito por Alex às 15h35
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