Tenho sempre a sensação que as segundas-feiras se multiplicam na minha vida. Parece que as sextas são poucas e os sábados também.

E agora já posso dizer com certeza onde vou passar o reveillon: Rio de Janeiro. Hotel reservado, tudo certinho, agora só falta ver vôos com preços em conta. Isso me deixa aliviado porque não gosto de ficar em casa nessa data, acho um porre. E já fiz isso em 2004 e 2005, meio a contragosto.

Acho que já aproveitei o reveillon no Rio umas 5 ou 6 vezes. A primeira vez, se minha memória não me trair, foi em 1990. Dia 30 de dezembro, eu moleque, surtei, catei um onibus sozinho (avião na aquela época tinha preços proibitivos) e cheguei na cidade que nem conhecia. Arranjei um hotelzinho 3 estrelas e passei a virada em frente ao Copacabana Palace. Meio esquizofrenico essa coisa de sair sozinho mas eu nem ligava muito e me diverti horrores.

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porque blog, afinal, é diário:

sexta-feira, na casa do marcelo, um jantar de ação de graças preparado pelo Michael e pela Surrange, amigos americanos que comemoraram a data mais importante no calendário deles com direito a pianista, champagne, vinho, e tudo muito elegante. depois já madrugada andando desde a teodoro sampaio até em casa, paradinha no flyer pra uma cerveja com outros amigos e finalmente as 4h um bom e merecido sono que se estendeu até o domingo de manhã - sábado fiquei tranquilo em casa o dia todo. até chorei assistindo a "2 filhos de francisco".



Escrito por Alex às 09h50
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Perto de muita água, tudo é feliz. (Guimarães Rosa)

Em tempos de coisas como Cansei de Ser Sexy, de Marisas Montes rasteiras e de Vercilos insossos, de funks "salve-se quem puder", ter ali na loja da esquina, tão próximos dois cds como "Mar de Sophia" e "Pirata", os novos da Maria Bethânia é uma surra. Tapa na cara pra acordar do sonho ruim.

Não dá pra entender esse país sem passar obrigatoriamente pela música. Não dá pra entender nada nesse país sem passar obrigatoriamente pela obra da Bethânia, aos 60 anos, em ótima forma, cantando como nunca.

Depois de ouvir os cds além da sensação de felicidade explícita há também a sensação de que esse país é gigantesco e que pela sua cultura popular refinada se explica e se basta.

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e o tal "dia da consciência negra" eu passei totalmente entorpecido na casa do erick e do fê. tarde divertida, de muita cerveja, comida baiana e beck, vários becks. cheguei em casa as 21h e fui direto pra cama pra descansar o corpão e enfrentar a semana mais curtinha. e feliz.



Escrito por Alex às 11h20
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"não quero ficar dando adeus, as coisas passando, eu quero é passar com elas, eu quero... não sou eu quem vai ficar no porto chorando, não. lamentando o eterno movimento, movimento dos barcos, movimento" (jards macalé)

e no sábado são paulo virou uma sauna, calor infernal.

eu acordando meio de ressaca pós balada underground e freak total da sexta-feira, uisque falso, música péssima, um puteiro na boca-do-lixo. me diverti vendo a fauna desfilar sentadinho num sofá com visão pra pista.



Escrito por Alex às 09h51
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Bethânia é foda.

"Fora tu,
reles
esnobe
plebeu
E tu, imperialista das sucatas
Charlatão da sinceridade
E tu, qualquer outro
Ultimatum a todos eles
E a todos que sejam como eles
Todos

Ultimatum a vós que confundis o humano com o popular
Que confundis tudo
Vós, anarquistas deveras sinceros
Socialistas a invocar a sua qualidade de trabalhador
Para quererem deixar de trabalhar
Sim, todos vós que representais o mundo
Homens altos
Passai por baixo do meu desprezo
Passai aristocratas de tanga de ouro
Frouxos
Passai radicais do pouco
Quem acredita neles?
Mandem isso tudo para casa

E tu, Brasil...
O mundo quer a inteligência nova
O mundo tem sede de que se crie
Porque aí está o apodrecer da vida
Quando muito é estrume para o futuro
O que aí está não pode durar
Porque não é nada

Desprezo o que seja menos
Que descobrir um mundo novo"

Álvaro de Campos, 1917



Escrito por Alex às 18h01
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Agora é moda meu e-mail ficar lotado de convites para festas. São de todos os tipos, pra todos os gostos. Menos para os meus gostos.

Festa de faculdade "open bar" eu não vou. Primeiro porque é de faculdade, ou seja, a galera vai estar. Odeio a "galera da facul", invariavelmente teen que não sabe beber. Segundo porque é open bar - o que significa que a bebida é péssima, os bares são lotados com gente gritando, implorando por um copo de vodka cuja marca sempre termina com "ovsky" e o gosto fica ali próximo do metanol misturado com perfume avon.

Tem outros tipos de festas que eu desconfio: no convite vem sempre escrito "mulher free até a meia-noite". Medo! Vai ter sempre as gordas de mini-blusa e calça de cintura baixa que deixa a barriga de fora - aquela barriga flácida, cheia de dobrinhas. Poucas coisas me assustam mais.

Por fim, e talvez a pior de todas, aquelas que tentam selecionar o público pela roupa que usam. Não pode ir de bermuda, não pode ir de tenis, não pode ir de camiseta, e por aí vai.

É muito cafona. Caipira no pior sentido. Não vou!

Escrito por Alex às 11h30
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