A segunda-feira tá geladíssima e eu nem tive coragem de sair de casa depois que voltei do trabalho. O negócio é ficar assistindo a televisão. Adoro aquele programa de desastres aéreos, o Mayday, que passa no Natgeo. Gosto, aliás, de todos os programas de desastres: Mayday, Sengundos Fatais, coisas de vulcão, incêndios, terremotos, etc, etc. Coisa meio mórbida e de doido mesmo.
E todas as vezes que vou viajar de avião encano de procurar tudo relativo a acidentes da empresa: estudo os casos, vejo estátisticas, quero detalhes das frotas principalmente dados do modelo do avião que vou utilizar. Mas até o dia da viagem eu já esqueci tudo e no fim tenho que confessar que não tenho medo algum de voar. Sodoma é quase a Isis, aquela do desenho/série que passava nos anos oitenta e que ninguém lembra quando eu cito. Assim como não lembram do Batifino, da mulher-biônica, do homem-de-seis-milhôes de doláres. Parece que são coisas que só eu via quando era criança.
Achei uma foto da Ísis:

Escrito por Alex às 21h41
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Chega o domingo em 10 graus e uma chuvinha que não fode nem sei de cima.
Escrito por Alex às 17h00
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Oito e meia da manhã de quinta-feira. Bilheteria do metrô na estação Consolação.
A fila grande e eu observando as pessoas - praticamente todos os homens com o dinheiro na mão e as mulheres lendo o metronews, tititi ou conta mais. O cara a minha frente demora menos de dez segundos pra pedir e pegar seu bilhete. A mulher do tititi chega na bilheteria, pergunta como faz pra chegar a estação Sé, agradece, pergunta quanto custa o bilhete, agradece (pelo menos ela agradece), abre a bolsa, procura a carteira, abre a carteira, pega uma nota de dez, pega outra carteirinha menor, conta as moedas, vê que não tem o suficiente, retira novamente a nota de dez da outra carteira, pega o bilhete, guarda as carteiras, conta o troco, pega a carteira novamente, guarda o troco e sai. Quatro minutos, uma eternidade comigo atrás batendo o pezinho de ansiedade, pressa, irritação, xingando em silêncio metade da família da infeliz. Trezentas pessoas atrás dela esperando.
Isso acontece quase diariamente. Defendo, portanto, a instalação de bilheterias masculinas e femininas separadas. Pronto, falei.
E nem adianta me chamar de misógino. Apenas realista e prático.
Escrito por Alex às 11h55
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Billy Budd
Escrito por Alex às 15h23
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"se perguntarem por mim diz que fui por aí, levando um violão debaixo do braço, em qualquer esquina eu passo, em qualquer botequim eu entro e se houver motivo é mais um samba que faço". Versos do zé ketti.
Já teve a impressão de estar vivendo o melhor momento da sua vida? Feliz? Com os amigos por perto? Pois então.
To enlouquecido preparando a minha viagem. Roteiro definido: Buenos Aires, Montevideo, Mendoza, Posadas, San Ignacio Mini, Puerto Iguazu. Metade da viagem - 10 dias - vou com o Bob Beck, amigo querido, e o restante sozinho pra corroborar o plano inicial. Dia 08 de agosto embarco.
Evidente que vou fazer uma festinha de despedida pra poucos e bons. Tudo é motivo de festa nessa vida. Tristeza não cabe no meu vocabulário que eu nem to aqui pra perder tempo. hohoho
Escrito por Alex às 21h47
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Hoje eu estava lendo numa dessas comunidades cagadas do orkut, uma que trata apenas de música brasileira, e tinha um tópico falando sobre preconceitos musicais. A grande maioria das pessoas, indignadas, se defendendo, tentando explicar que não são preconceituosas e tal.
Eu sou preconceituoso. Adoro meus preconceitos em relação a música. Todos eles.
Eles me salvam de ouvir Djavan, Marisa Monte, Maria Rita, calouros do raul gil, hardcore, etc, etc, etc.
O que seria de mim sem preconceitos?
Escrito por Alex às 20h16
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Aí chega sábado e o destino foi um karaokê da moda na Liberdade, aniversário do Léo.
E eu cantei um clássico chamado "Chorando se foi" - acho que é uma lambada. Cantei com o Sérgio tendo inclusive vários dançarinos no palco. Mas fui ofuscado pela Patricia Coelho (aquela da casa do artistas) que cantou sua própria canção e pela Zezé Polessa que chamou a atenção rodopiando pelo salão.
Teve depois uma tentativa de balada, mas era sábado, então é foda. Funhouse cheia e eu não fico em fila, Saravejo fechando, Milo Garage, Oasis, Vegas... acabamos num boteco na Peixoto Gomide de onde fomos expulsos. O negócio foi voltar pra casa, fumar um e assistir ginástica olimpica direto da China as 5h da madrugada.
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Sei que tirar um parágrafo ou uma frase de um texto pode ser considerado uma falta grave a um jornalista. Mas eu não sou jornalista e reproduzo aqui, concordando inteiramente, um trecho do artigo que o André Petry escreveu naquela revistinha porca, a bíblia da classe-média bundona da cidade de são paulo, essa semana.
"Dá gosto ver como os tucanos reagem quando a vaca vai pro brejo. São Paulo virou show de bandidagem, e Geraldo Alckmin, governador do estado até quatro meses atrás, percorreu um calvário de explicações: começou a semana falando em "números europeus" e encerrou insinuando que o Pt pode estar por trás das ações criminosas do pcc. ...
Mas cá pra nós: os tucanos governaram São Paulo há doze anos, governaram o Brasil por oito anos e Lula, há quatro no poder, é o único culpado pelo caos? Ora, senhores: dizer isso é combinar demagogia com trololó"
O texto na íntegra tá aqui.
Escrito por Alex às 11h36
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É triste constatar que pra procurar o cd daquele cantor que você achou rasoavelmente moderno até anteontem é necessário ir na sessão de clásicos da loja. Ainda tentei falar, indignado, com o vendedor que o cd tava na parte errada mas ele lançou um olhar do tipo superior intelectualmente e disse que era ali mesmo que tinha que ficar. Aí eu não comprei o novo cd do Morrissey e fui comer uma feijoada.
Escrito por Alex às 16h05
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"Eu sou um homem sincero porque nasci cresci e vivo livre, eu sou um homem sincero quero morrer nascer e viver livre. Olha o menino ui". Como dizia o Benjor.
Bandido algum vai me fazer mudar a minha vida. Desgoverno algum também.
E aguardem Sodoma aparecendo na televisão. Insuportável.
Escrito por Alex às 12h25
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E o Brasil perdeu. Novidade? Nem. Foi assim, desde que eu nasci, em 1974, 78, 82, 86, 90, 98...
"Vendidos", "mercenários", "só pensam em grana". Isso pra mim é coisa de pobre e invejoso que gostaria de ter o dinheiro que os jogadores tem.
Jogaram mal, não tinham um time, acharam que poderiam reverter qualquer placar contra qualquer seleção no momento que assim desejassem. Aí concordo plenamente.
A mediocridade do time foi tão grande quanto a soberba dos jornalistas nessa copa.
E agora, o que faço com meu álbum de figurinhas?
Escrito por Alex às 23h24
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